A história de Danúbia Rangel com o tráfico começa muito antes do relacionamento com Nem. Antes de se tornar a “Xerifa”, ela ficou conhecida como “Viúva Negra” no Complexo da Maré. Ela se casou com Luiz Fernando da Silva, o “Mandioca”, chefe do tráfico da comunidade e tiverem uma filha, Beatriz. A adolescente morreu em decorrência de uma pneumonia em 2012.
Em 2003, Mandioca foi morto em confronto com a polícia. Pouco tempo depois, Danúbia se envolveu com Marcélio de Souza Andrade, que tomou o lugar de seu ex-marido no comando do crime na Maré. Mas, em 2005, após uma tentativa frustrada de fuga da cadeia, Marcélio também foi morto por policiais. Aos 21 anos, Danúbia perdeu o segundo marido, o que rendeu a ela o apelido de “Viúva Negra”.
Danúbia conheceu Nem em 2008. Nessa época, ela deixou a Maré e se mudou para a Rocinha. Nem já era o líder dos criminosos na comunidade desde 2005, quando Erismar Rodrigues Moreira, o “Bem-Te-Vi”, foi morto pela polícia.
A mulher foi presa pela primeira vez em 2011, acusada de associação ao tráfico de drogas. Segundo a polícia, ela foi encontrada disfarçada dentro do salão de belezas de uma amiga e levada por agentes do BOPE (Batalhão de Operações Especiais). Após prestar depoimento, no entanto, foi solta por falta de provas. Poucos meses depois, Nem foi preso e levado para uma penitenciária em Campo Grande (MS).
A partir daí, Danúbia passou a se dividir entre o Rio de Janeiro e Campo Grande. Lá, ela chegou a abrir um salão de beleza. Três anos depois da prisão do chefe do tráfico na Rocinha, Danúbia foi presa. Em março de 2014, ela foi encontrada com dez aparelhos de telefone celular e três tablets com conexão à internet. Ela foi acusada de enviar recados de Nem para traficantes aliados. Em 2016, ela foi absolvida de uma das acusações de associação para o tráfico e acabou solta. No entanto, menos de um mês depois, a Justiça a condenou a 28 anos de prisão.
Pena reduzida

noticia por : UOL


