Embora a GHF tenha afirmado que não houve incidentes em seus chamados locais de distribuição seguros, os palestinos que buscam ajuda descreveram desordem, e as rotas de acesso aos locais foram assoladas pelo caos e pela violência mortal.
“Fui até lá às 2h da manhã na esperança de conseguir comida. No caminho, vi pessoas voltando de mãos vazias, disseram que os pacotes de ajuda acabaram em cinco minutos, isso é loucura e não é suficiente”, afirmou Mohammad Abu Amr, de 40 anos, pai de dois filhos.
“Dezenas de milhares de pessoas chegam das áreas centrais e das áreas do norte também, algumas delas caminharam por mais de 20 km, apenas para voltar para casa decepcionadas”, disse ele à Reuters via aplicativo de mensagem. Ele contou que ouviu os disparos, mas não viu o que aconteceu.
Mais tarde na terça-feira, as autoridades de saúde locais disseram que um ataque israelense a uma casa em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, matou oito pessoas, elevando o número de mortos na terça-feira para pelo menos 25.
O Exército israelense disse separadamente que interceptou um foguete disparado do norte de Gaza em direção aos territórios israelenses, o que sinalizou que o Hamas e outros grupos militantes continuam capazes de disparar as armas, apesar da devastação israelense de seu arsenal.
noticia por : UOL




