Além dos milhares de soldados, Washington anunciou que 500 fuzileiros navais estavam de prontidão e poderiam ser enviados para a região, o que seria um gesto sem precedentes. O governador do estado, Gavin Newsom, chamou o movimento de uma “crise fabricada” por parte de Trump e com o objetivo político e militar de impedir a ação de estados e da oposição.
Ao Canal UOL, o professor disse que o movimento arriscado de Trump, em um estado tradicionalmente democrata, pode ajudar a criar o seu próximo adversário político. Os efeitos disso, segundo Trevisan, poderiam ser sentidos já na eleição do ano que vem.
Os democratas começam a se juntar em torno de uma causa, em torno de uma liderança específica. É a única? Não, mas é esperta. Ele [Newson] está construindo alguma coisa. Ele está tentando manter a imagem de um político moderado, se apresentando como alguém que oferece garantias. Esse quadro é fundamental. Vai jogar no mundo democrata exatamente com as regras que elegeram Trump.
Se Trump escolheu o estado da Califórnia para fazer a provocação, ele escolheu de alguma forma aquele que vai ser aquele ou a causa que vai ser agregadora para a próxima eleição. E isso já vai ter sinais, não lá à frente, daqui a três anos, vai ser no ano que vem. Os EUA terão eleição no meio do mandato. O grande risco para Trump é perder o controle da Câmara e do Senado. Não nos enganemos.
Então, quando olhamos para esse quadro, de alguma forma, tem, sim, o cheiro de tiro no pé. Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais
Trevisan: ‘Trump lembrou a Musk que poder manda em dinheiro’
A crise em Los Angeles eclodiu dois dias depois do rompimento entre o presidente e o bilionário Elon Musk, seu ex-aliado político.
noticia por : UOL



