Ao concorrer como independente, evitou ter que passar pelo crivo das primárias do Partido Democrata realizadas na terça-feira e nas quais a surpreendente vitória de Mamdani, de 33 anos, provocou um terremoto não apenas no partido, mas em Wall Street.
Segundo a imprensa americana, Adams poderia ser o candidato de consenso para os centristas e endinheirados da cidade nas eleições de novembro, nas quais concorrerão, além de Mamdani, o republicano Curtis Sliwa, o ex-procurador Jim Walden, e não se descarta que o próprio Cuomo se apresente como independente.
Em uma crítica direcionada a Mamdani, a quem na quarta-feira chamou de “vendedor de óleo de cobra”, Adams disse que “não está interessado na política do Twitter [X]”, em referência ao uso das redes sociais pelo jovem candidato.
“Eles têm um registro de tuítes. Eu tenho um registro nestas ruas. Um registro de resultados. Eles falam sobre problemas? Eu os resolvo. Essa é a diferença. Não se dirige esta cidade de uma tribuna improvisada”, afirmou.
Adams também se vangloriou de sua origem humilde, em contraste com Mamdani, filho de um historiador e uma cineasta de origem indiana. E criticou a proposta de Mamdani de congelar os preços da habitação regulamentada pela prefeitura, e de gratuidades no transporte e nas creches.
Adams apresentou estatísticas para defender sua gestão: o nível mais baixo de homicídios e tiroteios na história da cidade, meio milhão de empregos criados, o turismo de volta e a tecnologia no auge, embora os preços da habitação, uma das promessas de seu rival, estejam em disparada.
noticia por : UOL

