Na sexta-feira, o tema foi alvo de um debate, ainda que de forma inconclusiva. Os americanos insistem que as tarifas aplicadas pelo Brasil são elevadas, principalmente no etanol e alguns produtos industrializados. Ao longo do processo, ministros como Fernando Haddad, Mauro Vieira e Geraldo Alckmin fizeram parte das gestões.
O governo brasileiro chegou a admitir cortar a taxa de 18% sobre o etanol americano, desde que as tarifas dos EUA ao açúcar nacional também fossem reduzidas.
Em 2 de abril, o governo Trump anunciou tarifas para mais de 180 países. Nos dias seguintes, porém, suspender a aplicação para muitos deles e passou a negociar. No caso do Brasil, as taxas estabelecidas foram de 10% de uma forma geral, além de 50% para o aço.
Do lado brasileiro, porém, os dados do fluxo de comércio em abril e maio revelam que os impostos extras começam a afetar as vendas nacionais. Conforme o UOL mostrou a partir de levantamentos da Câmara de Comércio Brasil-EUA, cinco dos dez produtos mais exportados pelos brasileiros ao mercado americano sofreram queda.
Além disso, o superávit comercial americano passou a ser de US$ 1 bilhão com o Brasil, um dos raros mercados com os quais os EUA têm saldo positivo.
Neste fim de semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que as tarifas voltarão a ser aplicadas a partir de 1 de agosto para os países que não tenham fechado um acordo.
noticia por : UOL


