A repressão à dissidência ficou mais intensa após as grandes manifestações pró-democracia, frequentemente violentas, na cidade em 2019 e da imposição, no ano seguinte, por Pequim, de uma rigorosa lei de segurança nacional.
Entre as pessoas julgadas no processo estão ex-parlamentares, conselheiros distritais, universitários e sindicalistas que foram detidos em uma operação em 2021. Alguns estão presos há mais de quatro anos.
Os ex-deputados Leung Kwok-hung, Lam Cheuk-ting, Helena Wong e Raymond Chan e o ativista Owen Chow estão entre as 12 pessoas que apresentaram recurso. Um 13º, o ex-conselheiro distrital Michael Pang, retirou seu recurso na manhã de segunda-feira.
Dezenas de policiais protegiam o edifício do tribunal no distrito de West Kowloon, onde alguns simpatizantes dos acusados formaram fila para entrar na sala de audiências.
“Eles fizeram um sacrifício (…) Espero que entendam que as pessoas de Hong Kong não esqueceram deles”, declarou um funcionário de um hospital que se identificou apenas como Chow.
“Não espero um resultado positivo, mas quero apoiá-los”, afirmou Chan, um aposentado de 66 anos que também não revelou seu nome completo.
noticia por : UOL


