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Cuiaba - MT / 7 de março de 2026 - 23:02

Gaza tem mais 6 mortes por fome, dizem palestinos

Mais seis pessoas morreram de fome e desnutrição na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas de acordo com o Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas.

O informe ocorre no momento em que Israel anunciou ter autorizado o fornecimento de combustível para o território, em meio a um desastre humanitário após quase dois anos de guerra.

Pelas contas da facção terrorista, as novas vítimas elevaram para 175 o número de mortos por falta de comida, incluindo 93 crianças, desde o início do conflito.

A emissora de TV estatal egípcia Al Qahera News informou que dois caminhões com 107 toneladas de diesel estavam prestes a entrar em Gaza, meses depois de Tel Aviv ter restringido severamente o acesso de ajuda ao território e antes de flexibilizá-lo um pouco, à medida que a fome começou a se espalhar.

A Cogat, agência militar israelense que coordena a ajuda humanitária, informou mais tarde que quatro caminhões-tanque com combustível da ONU haviam entrado em Gaza para auxiliar nas operações de hospitais, padarias, cozinhas públicas e outros serviços essenciais.

Não houve confirmação imediata se os dois caminhões de diesel haviam entrado em Gaza vindos do Egito.

O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que a escassez de combustível prejudicou gravemente os serviços hospitalares, forçando os médicos a se concentrarem no tratamento apenas de pacientes gravemente doentes ou feridos.

Carregamentos de combustível têm sido raros desde março, quando Israel restringiu o fluxo de ajuda para o local, sob a justificativa de pressionar os terroristas do Hamas para libertar os reféns restantes do ataque em Israel em outubro de 2023.

Israel culpa o Hamas pelo sofrimento em Gaza, mas, em resposta a uma crescente revolta internacional, anunciou medidas na semana passada para permitir que mais ajuda humanitária chegue à população.

As ações incluiriam a suspensão dos combates durante uma parte do dia em algumas áreas, a aprovação de lançamentos aéreos de ajuda e o anúncio de rotas protegidas para comboios de ajuda humanitária.

Agências americanas afirmam que os lançamentos aéreos são insuficientes e que Israel deve permitir a entrada do auxílio também por terra.

Segundo a Cogat, mais de 2.000 toneladas de ajuda humanitária em 1.200 caminhões entraram em Gaza, mas que centenas desses veículos ainda não foram levados aos centros de distribuição de ajuda da ONU e de outras organizações internacionais.

Enquanto isso, a Força Aérea da Bélgica lançou o primeiro de uma série de pacotes de ajuda em Gaza neste domingo (3), em uma operação conjunta com a Jordânia, informou o Ministério da Defesa belga. A França começou a lançar 40 toneladas de ajuda humanitária na sexta-feira (1º).

Já a assessoria de imprensa do governo de Gaza, administrada pelo Hamas, informou neste domingo que quase 1.600 caminhões de ajuda chegaram desde que Israel aliviou as restrições no final de julho.

No entanto, testemunhas e pessoas ligadas ao Hamas disseram que muitos desses caminhões foram saqueados por pessoas desesperadas e gangues armadas.

Mais de 700 caminhões de combustível entraram na Faixa de Gaza em janeiro e fevereiro, durante um cessar-fogo, antes de Israel violá-lo em março, em uma disputa sobre os termos de sua extensão, e retomar sua grande ofensiva.

Autoridades de saúde locais palestinas disseram que pelo menos 40 pessoas foram mortas por tiros e ataques aéreos israelenses em Gaza neste domingo.

As mortes incluíram pessoas que tentavam chegar a pontos de distribuição de ajuda nas áreas sul e central de Gaza, disseram médicos palestinos.

Entre os mortos estava um membro da equipe do Crescente Vermelho Palestino, que afirmou que um ataque israelense em sua sede em Khan Yunis, no sul de Gaza, provocou um incêndio no primeiro andar do prédio.

A guerra em Gaza começou quando o Hamas matou mais de 1.200 pessoas e fez 251 reféns em um ataque terrorista ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, segundo dados israelenses. A guerra aérea e terrestre de Tel Aviv na densamente povoada Gaza já matou mais de 60 mil palestinos, segundo autoridades de saúde do território.

De acordo com autoridades israelenses, 50 reféns permanecem em Gaza, dos quais acredita-se que apenas 20 estejam vivos.

noticia por : UOL

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