A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter a prisão preventiva de Murilo Henrique Araújo de Souza e Richard Estaques Aguiar Silva Conceição, condenados a 17 anos de reclusão em regime fechado pelo homicídio do assessor do deputado estadual Wilson Santos (PSD), Wanderley Leandro Nascimento Costa. A decisão é do dia 28 de julho.
Na decisão, a magistrada destacou que a condenação imposta pelo Conselho de Sentença demonstra a gravidade concreta dos delitos, praticados “mediante extrema violência, com subsequente ocultação do cadáver, conduta que evidencia maior reprovabilidade e periculosidade social”. Ela também ressaltou que a manutenção da prisão dos envolvidos mostra-se necessária para garantia da ordem pública, diante da “gravidade em concreto do crime e do elevado tempo de pena fixado, circunstâncias que revelam risco de reiteração delitiva e necessidade de resguardar a credibilidade do sistema de justiça”, narra trecho.
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Relembre
Wanderley desapareceu em 16 de fevereiro de 2023. Após boletim de ocorrência e investigação, seu corpo foi encontrado em um lixão na área do Cinturão Verde, em Cuiabá, após confissão de Murilo, que admitiu ter asfixiado a vítima na casa dela, no bairro São João Del Rey. Richard também confessou participação no crime.
Além do homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, os dois respondem por furto. Após o assassinato, levaram o carro da vítima, um Chevrolet Tracker, além de outros bens como TV, celular, notebook e cartão de crédito.
Os réus permanecem presos aguardando o trânsito em julgado da sentença condenatória.
FONTE : ReporterMT



