Com chuvas de verão abaixo da média, os reservatórios das hidrelétricas brasileiras iniciam 2026 no menor nível desde 2022, quando o país ainda vivia reflexos da crise hídrica iniciada no ano anterior.
A situação preocupa autoridades do setor elétrico e levou o governo a anunciar nesta quinta-feira (15), como primeira medida preventiva, um plano de ação para poupar água em reservatórios de hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Essas duas regiões são consideradas a “caixa d’água” do setor elétrico brasileiro, por concentrarem a maior parte da capacidade de armazenamento de energia em hidrelétricas no país.
Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), seus reservatórios estão com operando com 42,88% de sua capacidade de armazenamento de energia, valor bem próximo aos 41,71% verificados no início de 2022.
É bem superior aos 23,36% de janeiro de 2021, mas as perspectivas de que as chuvas permanecerão abaixo do esperado são motivo de preocupação. A expectativa do ONS é que as chuvas nessas regiões fiquem em 65% da média histórica em janeiro.
Em nota divulgada na sexta (9), o diretor de Operações do ONS, Christiano Vieira da Silva disse que o cenário é “de atenção”, com necessidade de monitoramento contínuo da situação em três dos quatro subsistemas que compõem o setor elétrico brasileiro: Sudeste/Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A aceleração do consumo, principalmente no Norte e no Nordeste, afirmou, “reforça a necessidade de avaliação constante dos cenários e adoção das medidas necessárias para garantir o atendimento às demandas de energia e de potência, com segurança e confiabilidade”.
Folha Mercado
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Em reunião na quarta, o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) reforçou o alerta. Pediu acompanhamento detalhado da situação, principalmente na bacia do rio Paraná, e determinou os estudos para tentar poupar água nos reservatórios.
O plano tem como objetivo reduzir a vazão mínima das hidrelétricas dessa bacia, que recebe água de dois dos principais rios do setor elétrico brasileiro, Grande e Paranaíba, responsáveis por dois terços da capacidade de armazenamento do Sudeste e do Centro-Oeste.
A redução de vazão no Paraná poderia ajudar a segurar água em reservatórios rio acima para garantir o atendimento aos horários de pico de consumo durante o período seco, que começa em abril.
noticia por : UOL




