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Cuiaba - MT / 7 de março de 2026 - 0:44

Lula vai a ato do MST e diz que está pronto para enfrentar fascistas na eleição

O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (23) que vai enfrentar na campanha o candidato escolhido pela “convenção fascista” e que está pronto para disputar com “quem vier”.

“Se preparem porque nós queremos ser tetra e vamos disputar as eleições. Não sei com quem, vai ter um tal de março, ou abril, em que os fascistas vão fazer convenção, todo mundo vai escolher o candidato. O que posso dizer é o seguinte: venha quem vier”, disse Lula, sem citar concorrentes nominalmente.

A fala aconteceu durante o 14° Encontro Nacional do MST (Movimento Sem Terra), em Salvador.

“Vamos mostrar que a mentira não vai prevalecer, e que quem usar o celular para contar mentira, fazer fake news, pode começar a guardar o celular”, disse o presidente.

Lula decidiu prestigiar o evento do MST em meio a uma relação no atual terceiro mandato marcada por atritos. Em julho passado, o movimento pressionou o governo ao lançar uma campanha por reforma agrária e fazer ações em sedes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

A entidade reclamava do que entendia como lentidão no processo de reforma agrária e congelamento de recursos de incentivo à agricultura familiar. Nesta sexta, ele disse apoiar a candidatura de membros do MST ao Legislativo para fazer contraponto à “bancada ruralista”.

Lula já havia se referiu ao fascismo em outros discursos durante o terceiro mandato. Em 2024, chamou de “ato fascista” uma manifestação bolsonarista em Copacabana, no Rio. Ele também já afirmou que vê a ascensão do fascismo e do nazismo em países como Estados Unidos.

Ele disse nesta sexta que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer ser dono da própria ONU (Organização das Nações Unidas).

O presidente criticou o ataque dos EUA à Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, e disse que não quer fazer guerra, porque Exército, Marinha e Aeronáutica “muitas vezes não têm dinheiro nem para comprar bala para treinar”.

No cenário nacional, o petista mencionou os governos anteriores de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

“Nós tivemos oito anos de Temer e Bolsonaro. Vocês sabem como era esse país e sabem a diferença com apenas três anos do nosso governo.”

O principal representante da direita para disputar a eleição presidencial é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se colocou como candidato com aval do pai, Jair Bolsonaro, preso e inelegível. O movimento do senador gerou atrito com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), preferido de outras alas da direita.

Em agenda nesta sexta, Tarcísio afirmou que “vai trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro”.

Após marcar uma visita a Bolsonaro na Papudinha e depois cancelar, Tarcísio tem sido alvo de aliados bolsonaristas que questionam sua falta de apoio à candidatura de Flávio e acusam o governador de costurar uma candidatura própria à Presidência, o que ele nega.

Tarcísio afirmou que o cancelamento da visita que faria a Bolsonaro foi uma questão de agenda. Relatos de aliados citam o incômodo dele com a pressão de Flávio.

noticia por : UOL

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