…e Dias Toffoli e Hugo Motta e Paulo Gonet e aquele outro cara, como é que é o nome dele mesmo? O chefe da polícia política do Alexandre de Moraes? Andrei! Isso. O Andrei Qualquer Coisa e até o sujeito que deu três tapinhas na cara do Lula e que acho que me deu três tapinhas também. Não lembro. Que ressaca! Hic.
Brinde
— Um brinde ao Clezão e à Débora Do Batom! — propôs Andrei Rodrigues antes da primeira rodada.
— Um brinde ao Filipe Martins e ao Bolsonaro! — acrescentou Alexandre de Moraes, feliz da vida.
— Um brinde ao meu sócio e nosso querido anfitrião aqui, Daniel Vorcaro! — sugeriu Toffoli.
E começaram os trabalhos.
Cara amassada
— Toffoli, Toffoli. Onde é que você vai, cara?
— Banheiro.
— Não, não. Fica aí. Senão você vai tropeçar e aparecer com a cara toda amassada no plenário do STF.
— Zá bom.
“Te considero pacas”
— Cara, eu te considero pacas — disse Paulo Gonet para Alexandre de Moraes.
(Mas já?)
— Eu zambém zi amo, Paulinho. Cê é—
— Cê qui é.
— Não, cê qui é.
— Não. Tô te dizendo. Cê. Qui. É.
(…)
Almas
— Assina aqui, ó. Isso. Embaixo de “minha alma”. Obrigado — disse alguém que não consegui identificar. Nem estreitando bem os olhinhos.
“Eu amo ela”
— Me deixa, cara! Me deixa ligar pra ela!
— Não, Alexandre. Não vai ligar pra Vivi, não.
— Vô, sim. Eu amo ela. Vô ligá pra ela e dizer que eu amo ela, tá me ouvido? Cento e trinta milhões de vezes. Vô dizê ainda que aquilo que aconteceu em Trancoso num foi nada. Num significou nada pra mim.
— Não vai ligar coisa nenhuma! Me dá esse telefone aqui!
— Mi deixa. Zi coloco no inquérito, cara! Tá pensano o quê?!
Só para maiores
— O Huguinho tem idade pra beber?
— Hahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!
— Não tenho idade pra beber, mas…
— Mas o quê?
— Te impicho! Tá me achando o quê? Com cara de Alcolumbre?
— Ah loco! Fechou, fechou!
Bem nessa hora o DJ tocou: “turn down for what?!”
É verdade?
— Ô, Toffoli. Chega mais, cara. É verdade o que zão zizendo por aí?
— O quê? Que que zão falano di mim?
— Hahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!
“Ronaldo, é você?”
— Ia?
— Tá loco! De jeito nenhum! Parece um zagueiro do meu Coríntia.
— Parece mesmo.
— Dependendo da noite, depois de uns dez ou quinze Macallan desse, por que não?
— Ronaldo, é você?
— Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah!
“Evidências”
O DJ tocou “Evidências”.
— Adoro essa música — disse o Andrei. Claro.
— Me zevolve o zelefone, cara! Eu vô ligá. Eu preciso ligá pra ela. Eu amo a Vivi, cara. Eu amo ela.
Impichado
— Ô, Xandão?
— Xandão teu—
— Hahahahaha. Cê não zem medo de ser impichado, não, cara?
— Impichado por quem? Pelo Zenado? Pelo Romário? Pelo Confúcio? Pelo Cleitinho? Pelo Alcolumbre? Hahahahahaha. Aliás, por que é que ele não veio, hein?
Esse dia foi loco
— Aí eu hahahahahahahaha disse pra ele hahahahahahahah data vênia.
— Hahahahahahhahahahaha
— Teje preso. Hahahahahahahahahahaha. — E recuperando a calma: — Esse dia foi loco.
Uísque com guaraná
— Cadê o Dino pra gente tirar um sarro dele?
— Hahahaha. Verdade. O Gilmar… O Gilmar também ia gostar de estar aqui.
— O Fux não. Traíra.
— Nem o Mendonça. Cara chato.
— Crente, né?
— E o Barroso, hein? Que fim levou? Alguém sabe?
— O Barroso bebe uísque com guaraná. Hahahahahahahaha
Confissão
— Caras, preciso confessar uma coisa pra vocês.
— Não, Daniel. Não confessa, não, cara. Hoje não. Não tô a fim de prevaricar hoje. Hahahahahahaha. Já prevarico todo dia. Tô enjoado.
— Mas eu preciso tirar isso do meu peito, sabe?
— Então fala aí. Vou fingir que não ouvi. Hahahahahahaha.
Figurinha
— Tira, tira, vai. Tira uma foto do Xandão nesse estado. Quero ver se você tem coragem.
— Hahahahahahaha. Vai virar figurinha do zap.
— E depois vai virar notícia na coluna da Mônica Bérgamo.
— Hahahahahhahahaa!
— Vou mandar pra Daniela Lima.
— E depois vai virar crônica do Ponoff.
— Hahahahahahahahaha.
A conta
— Ô, consagrated. Chega mais. Pode vê a conta pra nóis, por favor?
— Pois não. Ficou em 640.
— Reais?
— Claro que não! Aqui a gente não recebe moeda fraca. 640 mil dólares.
— Xá comigo que eu arranjo uma emenda pix pra pagar isso.
— E eu descolo um penduricalho.
— Não dá pra pagar com as multas do 8 de janeiro, não?
— Paguem aí a minha parte que amanhã eu devolvo. Não tô em condições.
— Nah. Pó dexá que eu pago tudo — disse o Daniel. — Com o dinheiro do contribuinte. Mas pago.
— Hahahahahahhahahahaha.
Débito ou crédito?
— Débito ou crédito, sir?
— Que dúvida!
Soluço
— Hic. Tô com soluço. Hic.
— Não me fala em soluço que eu me lembro… Hic. Droga, agora também tô.
— Hic.
“Exagerei”
— Acho que eu exagerei.
— Eu também — digo. Mas não me refiro à bebida.
— Loro, loro — diz Alexandre de Moraes para um pombo.
— Vish. Coitado do Xandão. Amanhã isso vai dar uma ressaca…!
— Que nada. Macallan é que nem a nossa democracia. Não dá ressaca. Nunca.
noticia por : Gazeta do Povo



