As investigações apontam que os jovens teriam sido aliciados pelo Hayi (“Harakat Ashab al?Yamin al?Islamiyah”), um grupo pró?Irã desconhecido até o início de março, antes da atual fase do conflito no Oriente Médio.
“Como o Irã semeia o medo na Europa”, destaca o título do Le Figaro. O jornal afirma que o Hayi vem disseminando ameaças contra interesses americanos, israelenses e judaicos no continente, recorrendo a propaganda digital multilíngue para ampliar seu alcance.
O ataque frustrado em Paris ocorreu dias depois da divulgação de um vídeo, em 21 de março, no qual o Bank of America é acusado de servir “interesses sionistas” e apresentado como “alvo”. O Hayi, contudo, não reivindicou oficialmente a ação.
Guerra hibrida
A tentativa de atentado na capital francesa integra uma série de ataques semelhantes observados desde o início de março, com explosões e tentativas de explosão em sinagogas e instituições judaicas em Oslo, Liège, Roterdã, Amsterdã, Londres e Antuérpia, lembra o jornal Libération. As ações foram filmadas e divulgadas em canais do Telegram associados aos Guardas Revolucionários do Irã.
Para Libération, essa é uma guerra híbrida conduzida pelo regime iraniano na Europa. O padrão dessas operações aponta para uma estratégia de terrorismo de baixo custo e alta visibilidade, destinada a desestabilizar, espalhar medo, encorajar imitadores e demonstrar que ações mais graves são possíveis.
noticia por : UOL




