Em meio à turbulência em sua pré-campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) planeja uma série de fatos políticos para os próximos dez dias, com o objetivo de mostrar que a candidatura segue de pé.
Ele pretende reforçar os laços com o segmento evangélico, participando das Marchas para Jesus no Rio de Janeiro, em 23 de maio, e São Paulo, em 4 de junho.
As duas costumam reunir milhares de pessoas. Organizadores da versão paulistana, a maior das duas, chegam a mencionar público de 2 milhões de fiéis, embora o número seja difícil de ser aferido com precisão.
Os eventos são promovidos pela igreja Renascer em Cristo e atraem pastores de diversas denominações e líderes políticos. Em anos anteriores, o presidente Lula foi representado pelo ministro Jorge Messias, da Advocacia Geral da União, que é evangélico.
Ao comparecer às marchas, Flávio busca dar um ar de normalidade à sua campanha, na expectativa que a onda negativa provocada pela relação com o banqueiro Daniel Vorcaro passe.
Também está em discussão antecipar o anúncio de ao menos um integrante da futura equipe de governo, preferencialmente da área econômica.
Embora a campanha não admita publicamente, nos bastidores há um consenso de que a revelação das relações com Vorcaro exige uma mudança no planejamento inicial, que era “jogar parado” até o fim da fase das convenções, em agosto.
Uma alternativa é começar a ser mais explícito sobre propostas, mesmo com o risco de atrair críticas. A avaliação é que vale a pena pagar esse preço, se for para mudar de assunto. .
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noticia por : UOL




