A Venezuela libertou nesta terça-feira (19) três presos políticos que estavam há mais de 20 anos na cadeia, beneficiados por uma lei de anistia impulsionada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que governa sob pressão dos Estados Unidos após a captura de Nicolás Maduro em janeiro.
O presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que, no âmbito da anistia, ao longo da semana serão libertadas 300 pessoas detidas por razões políticas.
“O Foro Penal confirma a libertação dos policiais metropolitanos presos políticos: Luis Molina, Erasmo Bolívar e Héctor Rovain, injustamente privados de liberdade desde 19/04/2003. Nunca deveriam ter estado atrás das grades”, informou a ONG Foro Penal em uma mensagem no Instagram.
Os ex-funcionários da Polícia Metropolitana foram vinculados ao golpe de 2002, quando militares derrubaram momentaneamente o presidente Hugo Chávez (1999-2013). Haviam sido condenados a 30 anos de prisão, acusados de disparar contra manifestantes.
Antes da libertação, os ex-funcionários policiais haviam tido a anistia negada em março.
Segundo o Foro Penal, cerca de 800 pessoas foram libertadas desde janeiro, das quais 186 saíram por meio desta lei.
Os dados contrastam com o balanço oficial do governo interino, que contabiliza mais de 8.000 beneficiados pela normativa, dos quais 314 saíram da prisão. O restante, que se encontrava em liberdade condicional, recebeu liberdade plena.
O Foro Penal, dedicado à defesa dos presos políticos, contabiliza cerca de 454 pessoas ainda nas prisões venezuelanas.
noticia por : UOL




