Segundo ele, “a razão fundamental é o crescimento da produção de petróleo bruto brasileiro”, que já vinha acontecendo. “A segunda é a necessidade de diversificar as fontes de importação da China. A terceira é a crescente participação das empresas petrolíferas chinesas no setor de exploração e produção do Brasil.”
Yan avalia que o salto no comércio de energia “torna a China e o Brasil mais independentes por si mesmos”, diante da crescente pressão geopolítica americana sobre o setor.
Ouvido separadamente, Aldren Vernersbach, coordenador de análise econômica do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), também diz ser parte de um movimento maior. “Não é algo circunstancial, mas que foi impulsionado pelo cenário atual”, diz.
“A China já estava ampliando as importações de petróleo brasileiro. Buscava diversificação e agora, diante de um contexto geopolítico adverso, busca supridores que têm estabilidade e tendência de crescimento da produção. O Brasil se encaixa.”
Vernersbach também confirma a crescente presença das empresas chinesas, como parceiras nos consórcios. “No último leilão da Agência Nacional de Petróleo, por exemplo, entraram para explorar campos de petróleo na Margem Equatorial”, diz, sobre a nova fronteira do setor, entre Amapá e Rio Grande do Norte.
“Elas acreditam no potencial brasileiro. Isso também está atrelado à estabilidade que o Brasil oferece. Elas têm o Brasil como um porto seguro para realizar investimentos.”
noticia por : UOL



