Montagem Repórter MT
Família acredita que acidente poderia ter sido envidado se companhia tivesse seguido protocolos de acompanhamento de idosos.
Montagem Repórter MT
Família acredita que acidente poderia ter sido envidado se companhia tivesse seguido protocolos de acompanhamento de idosos.
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
A família de Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, de 72 anos, que morreu após sofrer uma queda da escada de desembarque de um avião da Latam, em Congonhas, onde fazia escala para vir a Cuiabá, acredita que o acidente não é um caso isolado. Filha da idosa, a médica dermatologista Raquel Fávaro, afirmou em entrevista ao Metrópoles que a situação poderia ter sido evitada.
“Eu recebi muitos relatos também, no meu Instagram, de pessoas que passaram por quadros semelhantes, que caíram e quebraram a perna, que caíram e se machucaram. E teve no ano passado também, um idoso que faleceu da mesma maneira. O caso da minha mãe não é um caso isolado, e é uma morte evitável, que não é muito difícil de prevenir”, desabafou.
Raquel ressaltou ainda o estado físico de Maria que, segundo ela, não tinha problemas de saúde ou de locomoção que pudessem ter causado a queda.
“Minha mãe tinha uma saúde ótima, ela não tinha nenhuma limitação de movimento, ela sempre viajou muito, ela já tinha vindo várias vezes para Cuiabá, mesmo desacompanhada. Não foi nenhum problema de saúde. No hospital, fizemos todos os exames e não tinha nada que pudesse falar que foi um AVC que ela caiu, foi um infarto, não, a causa foi um escorregão mesmo que aconteceu na escada”, contou a médica.
A filha disse também que entrou em contato com a Latam um mês antes da viagem de Maria para solicitar acompanhamento especial para a idosa durante o desembarque e o embarque para Cuiabá. Segundo ela, o atendimento não foi bem-sucedido.
“Um mês antes, eu já tinha solicitado para a Latam. Eu fiz a solicitação de auxílio para idoso viajando desacompanhado, mandei o localizador, eles falaram que estava tudo certo, que iam me mandar um e-mail, aguardei esse e-mail, não recebi o e-mail e depois mandei uma nova mensagem falando que eu não tinha recebido”, denunciou.
Na entrevista, Raquel deu detalhes de como ficou sabendo do estado da mãe ao ligar para o celular dela e ser atendida por uma funcionária da companhia aérea. “Eu liguei para a minha mãe para saber se o voo dela estava no horário e quem atendeu foi uma atendente da Latam, falando que a minha mãe estava na UPA e não me deu mais nenhuma informação, porque os médicos só dariam informação para a família”.
A esperança da família de Maria da Glória é que o trágico episódio ocorrido com a idosa sirva de exemplo para mudanças na segurança dos aeroportos. Segundo a médica, a expectativa é que um projeto de lei possa ser desenvolvido para evitar que casos semelhantes voltem a acontecer no Brasil.
“Nosso objetivo é que fosse criado até um projeto de lei, que alguém encampasse essa ideia de que tenha melhorias no desembarque e embarque dentro do avião. Por que um avião precisa sar aquela escada que balança, que é frágil, que o degrau é pequeno? Existem inúmeras formas de melhorias”, indagou a filha.
Veja entrevista completa:
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FONTE : ReporterMT





