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Cuiaba - MT / 13 de junho de 2026 - 12:47

Por que as festas de divórcio estão ganhando força no Brasil?

O Brasil vive um cenário de transformações nos laços familiares, com o aumento de 76% no número de divórcios entre 2010 e 2022. Nesse contexto, surge um novo mercado voltado a celebrar o fim do matrimônio, transformando separações em eventos com bolo, convidados e rituais de passagem.

Como está a situação dos casamentos e divórcios no Brasil atualmente?

Os brasileiros estão casando menos e se separando mais rápido. Dados do IBGE mostram que, em 2022, ocorreu um divórcio para cada 2,3 casamentos, uma proporção muito maior do que em 2010. Além disso, quase metade das separações acontece antes dos 10 anos de união, e as pessoas estão deixando para oficializar o primeiro matrimônio cada vez mais tarde, geralmente após os 40 anos.

O que são as festas de divórcio e como elas funcionam?

Inspiradas no luxo das cerimônias de casamento, essas festas celebram o início da vida de solteiro. O evento costuma ter convidados, lembrancinhas e até o momento de jogar o buquê, sinalizando sorte para quem quer aproveitar a liberdade. Há casos extremos de ostentação, como o de uma mulher que gastou mais de R$ 1 milhão na celebração, financiada pela primeira pensão paga pelo ex-marido.

Qual é a explicação psicológica por trás desse tipo de comemoração?

Para especialistas, a festa funciona como um ‘rito de passagem’. Enquanto o casamento tem rituais claros de início, o fim costuma ficar restrito a processos na Justiça. A celebração ajuda a marcar o encerramento de um ciclo emocional. No entanto, psicólogos alertam que o evento não deve ser usado para ferir o ex-parceiro ou para esconder a dor do luto, que é real e precisa ser processada.

Quais são os principais impactos da separação para os filhos?

A ciência indica que a dissolução do vínculo familiar pode gerar consequências duradouras. Filhos de pais divorciados têm maior probabilidade de enfrentar dificuldades na escola e problemas de saúde mental. A ausência de uma estrutura com pai e mãe presentes costuma estar ligada a menores taxas de graduação e maior vulnerabilidade ao uso de drogas, devido à instabilidade emocional e financeira que acompanha o processo.

Existe um ciclo geracional em relação ao divórcio?

Sim, estudos sociológicos apontam um fenômeno de ‘herança’ do comportamento. Crianças que crescem em lares fragmentados têm chances dobradas de também passarem por um divórcio no futuro. Isso cria um ciclo de instabilidade familiar que ultrapassa gerações, desafiando a coesão da sociedade e enfraquecendo a instituição da família ao longo do tempo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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noticia por : Gazeta do Povo

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