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Cuiaba - MT / 16 de junho de 2026 - 11:20

Amazônia brasileira recupera superfície de água após dois anos de seca severa

“Na região, os eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes, além de sinais de instabilidade no regime hídrico, influenciados tanto pelas mudanças climáticas quanto pelas transformações no uso da terra”, advertiu Bruno Ferreira, pesquisador da equipe Amazônia do MapBiomas.

No lado oposto está o Pantanal. A região encerrou 2025 com níveis de água 56% abaixo de sua média histórica, o pior resultado registrado entre todos os biomas brasileiros. 

Apesar de uma melhora na comparação com 2024, quando enfrentou a seca mais grave em décadas, o Pantanal continua sendo o ecossistema mais castigado do país.

Em todo o Brasil, a tendência é de redução sustentada: em quatro décadas de monitoramento, o país perdeu 2,6 milhões de hectares de superfície aquática, um número comparável à área do Haiti.

A chegada do El Niño, que historicamente provoca secas em partes da Amazônia, aumenta a pressão. 

O fenômeno começou na semana passada e pode se intensificar até o fim do ano, segundo a agência meteorológica americana NOAA.

noticia por : UOL

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