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Cuiaba - MT / 23 de junho de 2026 - 6:32

Mulher que denunciou estupro na Delegacia de Sorriso é presa grávida em hospital por sequestro e tortura

ANA JÁCOMO

VINÍCIUS ANTÔNIO

DO REPÓRTERMT

A mulher que denunciou ter sido estuprada pelo investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, 52 anos, dentro da Delegacia de Polícia Civil de Sorriso (420 km de Cuiabá) foi capturada hoje (22) em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. A localização do paradeiro ocorreu no Hospital Regional do município, local onde ela aguardava por atendiento médico devido a uma gestação de alto risco.

A abordagem foi realizada pela PM, que cumpria outra diligência na unidade de saúde quando recebeu informações sobre a ordem judicial em aberto contra a paciente.

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Após a checagem dos dados nos sistemas integrados, os policiais confirmaram o mandado expedido pelo Poder Judiciário, fundamentado em investigações que apontam a participação da mulher em crimes de tortura, sequestro e cárcere privado. Ela estava acompanhada da mãe no momento da prisão e foi conduzida de volta à delegacia local para os trâmites legais.

O caso tramita de forma independente do inquérito de abuso sexual, cuja denúncia foi formalizada pela própria presa em dezembro do ano passado. À época, ela havia sido detida temporariamente sob suspeita de envolvimento em um homicídio, mas acabou liberada dois dias depois por ausência de provas.

Conforme o relato da detenta na época, ela foi violentada quatro vezes entre a noite do dia 9 e a manhã do dia 10 de dezembro pelo policial de plantão, Manoel Batista da Silva, que usava de ameaças de morte contra a filha menor de idade da vítima para silenciá-la.

O escândalo institucional ganhou força em fevereiro de 2026, quando exames periciais da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) comprovaram a presença do material genético do investigador em testes de conjunção carnal.

Diante do laudo e do encerramento das apurações conduzidas pela Corregedoria, o servidor público foi formalmente indiciado por estupro e segue detido no sistema prisional.

O episódio gerou inclusive mudanças administrativas na região, resultando na destituição do delegado chefe Bruno França do cargo de comando, posição que passou a ser chefiada pela delegada Layssa Crisóstomo.

 

FONTE : ReporterMT

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