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Cuiaba - MT / 24 de junho de 2026 - 23:43

BTG Pactual não descarta compra do banco Digimais, alvo de operação da PF

O BTG Pactual não descarta ir adiante com a compra do Digimais, mesmo após a operação da Polícia Federal contra o banco do bispo Edir Macedo. As instituições financeiras fecharam um acordo de intenção de compra em abril deste ano.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (24), o BTG informou que a operação continua dependendo do lançamento de um processo competitivo e de uma declaração da sua proposta como vencedora após o processo —condições que não foram verificadas até agora, segundo o banco.

À época do anúncio do acordo, a Folha apurou que a conclusão da transação dependia de uma série de tratativas, inclusive um acerto com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para financiar a transação.

“O BTG Pactual está acompanhando as recentes notícias envolvendo o Digimais, e, quando do eventual lançamento de processo competitivo aprovado e acompanhado pelo FGC para alienação da totalidade das ações do Digimais, avaliará, diante das informações disponíveis, a oportunidade de participar no referido processo competitivo”, diz o comunicado, que responde a um questionamento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) após texto publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O processo competitivo a que o banco se refere significa, na prática, que outros proponentes poderão fazer uma oferta de compra do banco. Quando o acordo de intenção de compra foi fechado, o BTG afirmava que o objetivo era estabelecer um valor de referência para a alienação da totalidade das ações do Digimais.

A Operação Miragem descreve um suposto esquema fraudulento no Digimais que se assemelha em diversos pontos ao modus operandi do Banco Master. Depois da divulgação da investigação, houve especulação sobre a desistência da operação por parte do BTG.

Na operação deflagrada pela PF nesta terça, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão contra diretores, conselheiros e empresas ligadas ao banco. A Justiça Federal em São Paulo também autorizou o bloqueio de bens de até R$ 670 milhões e a quebra de sigilo bancário e fiscal dos alvos.

A investigação suspeita que diretores do Digimais tenham manipulado os relatórios financeiros do banco para esconder a verdadeira situação financeira da instituição e aparentar solidez diante dos órgãos de controle.

O Digimais afirmou que permanece à disposição das autoridades e que reafirma seu compromisso com a transparência e a colaboração com as apurações.

Procurado, o bispo Edir Macedo não retornou à reportagem. Em pregação, publicada na manhã desta quarta, ele afirmou que está tranquilo e “em paz com Deus”. Sem citar diretamente a operação policial, Macedo disse confiar que seus adversários serão derrotados “como os do passado”. Durante o discurso, o bispo disse ter “a consciência absolutamente tranquila e em paz”.

noticia por : UOL

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