A outra chave é dizer que Wagner dará as devidas explicações e reforçar o apoio ao líder petista. A ideia é passar uma aura de tranquilidade e confiança em Wagner. O presidente Lula não pretende soltar sua mão, não só porque ele é um de seus amigos mais antigos, mas porque sua liderança na Bahia continua forte, apesar das denúncias.
Pesquisas de opinião e monitoramento de redes sociais já mostraram que as denúncias contra Jaques Wagner têm peso na campanha de Lula, ainda que não sejam diretamente ligadas ao presidente. O senador é investigado por suas ligações com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias e crimes financeiros supostamente cometidos pelo grupo de Vorcaro e envolve políticos de diversos partidos. No caso de Wagner, há a suspeita em torno da compra de um apartamento de alto padrão em Salvador, além de cerca de R$ 3,5 milhões em repasses atribuídos a familiares do senador. Jaques Wagner nega que tenha cometido irregularidades.
Dias depois do início das investigações sobre ele, o senador deixou a liderança do governo no Senado. Sua saída visou blindar o presidente Lula dos danos. Mas, em viagem a Salvador logo depois dos fatos, o presidente fez questão de defender o aliado publicamente, a quem chamou de “irmão”.
Em Salvador, como uma mostra de que continua em pré-campanha, o senador anunciou nesta terça-feira o primeiro suplente em sua chapa. É o jurista Edvaldo Brito, que foi prefeito de Salvador nos anos 70. É mais um nome do PSD, de Gilberto Kassab, que se alinha à campanha petista.
noticia por : UOL




