O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) lidera a disputa pelo Governo do Rio de Janeiro, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27).
Paes tem 38% das intenções de voto contra 10% do deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos).
O vereador William Siri (PSOL) tem 2%. O comunicador André Marinho (Novo), o ex-governador Wilson Witzel (DC), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU) e Juliete Pantoja (UP) marcam 1% cada. Luan Monteiro (PCO) não pontuou.
Os votos em branco ou nulo e os eleitores que dizem não pretender votar somam 16%. Outros 19% não sabem em quem votar.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre terça-feira (21) e sábado (25). O levantamento foi encomendado por Genial Investimentos e registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ-02671/2026.
Em um eventual segundo turno, Paes aparece com 52% das intenções de voto, contra 16% de Ruas. Contra Garotinho, o ex-prefeito tem 48%, ante 18% do ex-governador.
Na pesquisa anterior, de abril, Paes havia marcado 34% das intenções de voto, Ruas 9% e Garotinho 8%.
O ex-governador é o mais rejeitado entre os três: 62% dos eleitores dizem conhecê-lo e não votariam nele, ante 40% no caso de Paes e 17% no de Ruas. O candidato do PL ainda é desconhecido por 70% dos entrevistados.
Paes é apoiado pelo presidente Lula (PT) e Ruas é o candidato do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Este é o primeiro resultado de pesquisa apresentado após as convenções dos três candidatos mais bem pontuados na pesquisa. Paes e Ruas já estavam definidos pelos partidos, e Garotinho, na última semana, venceu concorrência interna no Republicanos.
A convenção do PSD confirmou a advogada Jane Reis (MDB) como candidata a vice de Paes. Irmã do ex-prefeito Washington Reis (MDB), cujo clã familiar comanda a prefeitura há três mandatos seguidos, Jane foi escolhida por ser mulher e representar a Baixada Fluminense.
Pelo PL o candidato a vice ainda não foi escolhido. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), anunciou no último dia 19 a retirada da pré-candidatura a vice por “motivos pessoais”.
Avaliação do governo interino
A gestão do governador Ricardo Couto é avaliada como positiva por 25% dos eleitores do Rio, regular por 30% e negativa por 17%, enquanto 28% não souberam ou não responderam.
Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador está no cargo desde 27 de março, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele assumiu a cadeira no Palácio Guanabara após dupla vacância, já que o estado estava sem vice-governador e sem presidente eleito da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Douglas Ruas pediu por duas vezes no STF para assumir o governo, apontando que seu cargo está à frente do de Couto, de presidente do TJ, na linha sucessória definida pela Constituição estadual.
Os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux negaram os pedidos e mantiveram Couto no cargo sem apresentar os motivos jurídicos dessa decisão. O tema só voltará a ser discutido em agosto, quando está marcada a sessão para definir como será escolhido o governador-tampão.
Senado
Na disputa pelas duas vagas do Rio ao Senado, Benedita da Silva (PT) aparece numericamente à frente nos dois cenários testados, com 11% no primeiro e 12% no segundo. Marcelo Crivella (Republicanos) vem em seguida, com 8% e 9%, respectivamente, enquanto Carlos Portinho (PL) marca 4% em ambos.
No cenário mais amplo, Márcio Canella (União Brasil) também tem 4%, e Alessandro Molon (PSB), Mônica Benício (PSOL), Pedro Paulo (PSD) e Waguinho (Republicanos) aparecem com 3% cada. O quadro ainda é marcado pela indefinição: os indecisos somam 22% a 23%, e os que declaram voto branco ou nulo ou dizem que não votarão são 37% a 38%.
Na pesquisa Quaest anterior, o nome do ex-governador Cláudio Castro (PL) ainda figurava como postulante ao Senado. Castro desistiu e depois foi mantido inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em condenação por abuso de poder político e econômico.
noticia por : UOL




