“A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos”, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
No entanto, após alguns dias de alívio, as tensões no Oriente Médio voltaram a se intensificar, o que deve repercutir nos preços.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, registrou variação negativa de 0,01% em julho, de uma alta de 0,47% em junho.
“O IPC apresentou desaceleração, refletindo a desinflação dos alimentos in natura, parcialmente compensada pela elevação das passagens aéreas — item pressionado pela sazonalidade das férias de julho e pelo repasse defasado de reajustes anteriores do QAV”, disse Dias.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,62%, de uma alta de 0,85% em junho.
O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
noticia por : UOL




