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Cuiaba - MT / 17 de outubro de 2026 - 10:56

Ataque em NY expõe crise de saúde mental de mulher morta pela polícia

Mario Cisneros contou que a filha vinha sendo acompanhada em consultas mensais e recebia injeções que ajudavam a mantê-la estável. Em abril, porém, ela teria recusado carona para a consulta no Jamaica Hospital Medical Center, no Queens, dizendo: “Não, pai, não se preocupe. Eu estou bem. Não se preocupe comigo”.

O pai afirmou que a filha passou a dizer que não queria depender de remédios para se sentir “normal”. “Ela não queria continuar com eles. Estava lutando para não tomar o remédio, para não ter que depender dele”, disse Mario Cisneros ao The New York Times.

As autoridades tentam entender o que levou ao ataque, e registros policiais e judiciais mostram episódios anteriores de instabilidade. “Nós tentamos ajudar ela de todas as formas possíveis”, afirmou o pai ao jornal.

Histórico de instabilidade e dificuldades financeiras

Mario Cisneros relatou que a filha já tinha vivido uma crise grave em 2019, quando tentou se jogar na frente de um trem do metrô no Queens. Ele disse que, depois desse episódio, a família intensificou a intervenção e passou a levá-la a consultas regulares.

Documentos citados pelo The New York Times indicam que Cisneros teve dificuldades para manter emprego e enfrentou problemas financeiros. Um pedido de falência de 2005 registra que ela estava desempregada e que a família declarou cerca de US$ 14.000 em bens, enquanto o marido trabalhava como escriturário no Citibank em Nova York.

noticia por : UOL

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