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Cuiaba - MT / 16 de outubro de 2026 - 20:57

Brasil vê China como potencial compradora de créditos de carbono e mira acordo até a COP31

Paralelamente às discussões bilaterais, autoridades de ‌Brasil, China e União Europeia deverão aprovar na China o plano de trabalho da coalizão de mercados de carbono lançada neste ano, segundo Reis.

A coalizão já conta ⁠com 11 membros e busca ampliar a participação de países em desenvolvimento, segundo autoridades brasileiras.

O roteiro de trabalho abrangerá contabilidade de carbono, monitoramento de emissões, compensações de carbono e sistemas de comércio de emissões. Um dos objetivos centrais é ampliar a interoperabilidade entre mercados de carbono.

“A ideia é no começo a gente mapear as diferenças, entender o que todo mundo faz. A ​segunda fase é alinhar. Na terceira ​fase, a gente quer chegar numa interoperabilidade que se assemelha a um processo de ligação”, disse Ana Paula Cavalcante, subsecretária de Regulação e Metodologias da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono.

Embora o reconhecimento mútuo de ativos de carbono continue sendo um objetivo de longo prazo, Cavalcante afirmou que o plano de trabalho da coalizão prevê explicitamente uma trajetória para uma integração mais estreita entre os sistemas participantes, algo que, segundo ela, poderia ser alcançado em cerca de uma década.

“Tanto a coalizão quanto essa aproximação com a China são movimentos que dão escala para esse mercado ⁠e potencializam muito esse fluxo de investimento para um país como o Brasil, que está no processo de promoção de uma reindustrialização ​com novas bases tecnológicas”, completou Cavalcante.

noticia por : UOL

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