Anúncio

Cuiaba - MT / 17 de outubro de 2026 - 4:48

Zelensky diz que Putin quer mais territórios e cobra pressão sobre Rússia

Zelensky anunciou a expansão do Freya, programa internacional de defesa antibalística desenvolvido em parceria com países europeus. Segundo o presidente, dez países já integram a iniciativa: Ucrânia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Espanha e Holanda. A Polônia foi convidada a aderir, e outros governos estariam em negociações.

O objetivo, afirmou, é criar um sistema de interceptação de mísseis mais barato e escalável do que os modelos atuais. Zelensky afirmou que a Ucrânia não escolheu a guerra, mas decidiu resistir à invasão russa para preservar sua independência. “O mundo não deve confundir o fato de ser pacífico com fraqueza”, declarou. Segundo ele, a experiência ucraniana demonstra que mesmo um país menor pode sobreviver contra um adversário militarmente superior quando recebe apoio internacional e desenvolve sua própria capacidade de defesa.

O presidente ucraniano também fez um alerta à Rússia diante da proximidade do inverno. Zelensky afirmou que Moscou poderá enfrentar consequências caso continue atacando o sistema energético e de aquecimento da Ucrânia. “Os ucranianos entendem que este inverno pode ser muito rigoroso para nós, mas, em resposta, não teremos escolha a não ser torná-lo doloroso também para a Rússia”, declarou.

Zelensky defendeu que novas medidas de pressão sejam adotadas antes do inverno. Ele afirmou que uma solução para o conflito depende simultaneamente de negociação e capacidade militar. “Precisamos de diplomacia e precisamos de força”, disse.

Reuniões bilaterais em Nova York. O ucraniano afirmou que discutiu essa estratégia durante uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira (22). Zelensky também lamentou não ter tido a oportunidade de conversar diretamente com o presidente da China, Xi Jinping, e afirmou que Pequim possui capacidade de influenciar Moscou.

Zelensky também alertou para os efeitos da guerra sobre a corrida pelo desenvolvimento de novas armas. O ucraniano afirmou que a inteligência artificial pode assumir um papel ainda maior nos combates em um futuro próximo. “Já no próximo ano existe uma possibilidade real de que a IA, e não apenas as pessoas, comece a decidir o que acontece no campo de batalha. E precisamos de paz antes de chegarmos a esse ponto”, declarou.

noticia por : UOL

LEIA MAIS