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Cuiaba - MT / 16 de outubro de 2026 - 19:01

Borges: Lula mostrou a agentes econômicos que não será fiscalista

João Paulo Charleaux disse que Lula foi claro ao defender que distribuir renda e ampliar crédito movimentam mais a economia do que concentrar recursos. “Ele tem maior fé, maior compromisso, com a ideia de que pouco dinheiro na mão de milhões de brasileiros tem mais efeito do que muito dinheiro na mão de poucos empresários”, comentou.

Charleaux avaliou que a posição pode agradar eleitores alinhados à esquerda, mas preocupa quem olha para dívida, juros e inflação. Ele afirmou que esse tipo de leitura “deixa de cabelo em pé o mercado” por envolver risco de “estouro de teto”, manutenção de juros altos e impacto no crédito.

Borges comparou o debate fiscal a uma escolha entre “dar mais dinheiro” a quem já está endividado e “economizar” para reconstruir a capacidade de pagamento. Ele disse que essa segunda visão é “a visão hegemônica do mercado financeiro” e citou oscilações de humor do mercado conforme pesquisas eleitorais.

Como o mercado e o eleitor entram nessa conta

Borges afirmou que o mercado tende a reagir melhor a sinais de austeridade e pior a cenários de disputa mais apertada. “Quando o Flávio, que é visto por um lado mais fiscalista, quando ele aparece melhor nas pesquisas, o dólar cai e a bolsa sobe. A gente teve a bolsa caindo, o dólar subindo, porque as pesquisas já estão dando empate técnico”, disse.

Charleaux disse que a clareza ajuda o eleitor a decidir ao ouvir “um pensamento estruturado” sobre economia. Para ele, Lula defendeu a ativação do mercado consumidor interno e a ampliação do crédito “mesmo que isso obrigue o Banco Central a baixar juros”.

noticia por : UOL

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