Por que a esquerda cresce no Leblon e perde espaço na Baixada Fluminense

7 min de leitura
Por que a esquerda cresce no Leblon e perde espaço na Baixada Fluminense

O bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, tem o metro quadrado mais caro do Brasil e integra a 17ª zona eleitoral, onde Lula recebeu 49,81% dos votos e Flávio Bolsonaro, 39,49%, no primeiro turno da eleição. Por outro lado, o bairro da capital carioca com o menor valor de moradia é Paciência, na região eleitoral de Santa Cruz, que deu mais de 56% dos votos ao candidato do PL e 35% ao atual presidente. Esse é apenas um retrato de uma cidade que desafia a lógica petista de combate às elites e defesa dos mais pobres.

Quando analisados todos os bairros da Zona Sul carioca, região mais nobre da cidade e que abrange os bairros turísticos como Copacabana, Ipanema, Gávea, Flamengo, o padrão fica ainda mais evidente: Lula venceu em todos.

Apesar de o fenômeno não ser inédito e repetir com um pouco mais de intensidade o cenário de 2022, a votação representa a consolidação da região como um polo progressista, já que, em 2018, Jair Bolsonaro “fez a limpa” na cidade, vencendo em todos os bairros da capital no primeiro turno, e o candidato petista à época, Fernando Haddad, foi preterido por Ciro Gomes.

Veja o desempenho dos dois principais candidatos no primeiro turno das últimas três eleições: