
Presidente de Taiwan, Lai Ching-te
REUTERS/Ann Wang
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, agradeceu nesta terça-feira (12) aos Estados Unidos pela ajuda no fortalecimento de suas defesas e afirmou que Taipei não cederá à pressão chinesa. Ching-te disse também que a democracia é um dos bens mais preciosos do governo da ilha.
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A fala ocorreu antes de uma cúpula entre líderes dos EUA e da China nesta semana. O presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, terão dois dias de reuniões em Pequim na quinta e sexta-feira, nas quais a ilha asiática Será abordada, segundo o líder norte-americano.
Taiwan é uma das questões mais sensíveis para o governo chinês, que a considera parte de seu território. A ilha, no entanto, tem um governo próprio e é reconhecida como país por outras 12 nações.
“Gostaria de agradecer aos Estados Unidos por nos ajudarem a fortalecer nossas capacidades de defesa como parte de seu compromisso inabalável com a segurança”, disse Lai, em inglês, em uma mensagem em vídeo para a Cúpula da Democracia de Copenhague, sem mencionar diretamente a reunião entre Trump e Xi.
Os Estados Unidos são o principal aliado internacional de Taiwan, apesar da ausência de relações diplomáticas formais, e seu principal fornecedor de armas — o que irrita constantemente a China, que exige o fim dessas vendas.
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Há três décadas, Taiwan realizou sua primeira eleição presidencial livre sob a ameaça de mísseis da China, e Taiwan é um importante farol de democracia na Ásia, acrescentou.
“O povo de Taiwan nunca recuou diante de crescentes desafios externos e nunca se curvará à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente”, afirmou Lai, usando termos que costumam irritar o governo chinês.
“O povo taiwanês tem todo o direito de se engajar com a comunidade internacional e é mais do que capaz de contribuir com ela. Nenhuma tentativa de isolar Taiwan mudará nossa determinação de participar da comunidade internacional.”
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30).
Reuters/Evelyn Hockstein
A China despreza Lai e o chama de “separatista”. O governo Xi também rejeitou repetidas ofertas de diálogo feitas pelo presidente taiwanês.
Taiwan tem reclamado de uma intensificação da campanha de pressão da China para isolá-lo internacionalmente, incluindo no mês passado, quando o governo atribuiu à pressão chinesa o bloqueio, por três países do Oceano Índico, de um voo de Lai para Eswatini, no sul da África.
Taiwan também enfrenta crescente pressão militar. A China realizou seus últimos exercícios militares em larga escala ao redor da ilha em dezembro.
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Fonte: G1



