Anúncio

Cuiaba - MT / 4 de abril de 2025 - 6:02

'Breque dos apps': em ato em SP, entregadores pedem 'melhores condições'

Organizadores do “breque dos apps” alegam precarização do trabalho e pedem aumento da remuneração aos entregadores. A reivindicação principal é um “aumento justo” do valor das taxas pagas à categoria, segundo Junior Freitas, uma das lideranças do ato em São Paulo. “Somos precarizados há muito tempo e sabemos que é a remuneração que dita o quanto tempo precisamos trabalhar e ficar na rua se arriscando”, diz.

Greve nacional tem quatro pautas centrais. São elas: a definição de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida; o aumento da remuneração por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50; a limitação da atuação das bicicletas a um raio máximo de três quilômetros; e o pagamento integral de cada um dos pedidos, nos casos em que diversas entregas são agrupadas em uma mesma rota.

Trabalhadores de 59 cidades aderiram à paralisação. Além de São Paulo, atos nas ruas também ocorreram hoje em ao menos outras 18 capitais. São elas: Maceió, Manaus, Belém, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Distrito Federal, Belo Horizonte, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Floripa, Curitiba, Porto Velho, Cuiabá e São Luís.

O que dizem as empresas

Associação que representa iFood, 99, Uber e Zé Delivery, diz que “respeita o direito de manifestação” dos entregadores. Em nota, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia) afirma que suas empresas associadas “mantêm canais de diálogo contínuo com os entregadores” e “apoiam a regulação do trabalho intermediado por plataformas digitais, visando a garantia de proteção social dos trabalhadores e segurança jurídica das atividades”.

Empresas buscam “equilibrar demandas” entre entregadores e clientes, segue Amobitec. Suas associadas, conclui em nota, “atuam dentro de modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos entregadores, que geram renda com os aplicativos, e a situação econômica dos usuários, que buscam formas acessíveis para utilizar serviços de delivery”.

noticia por : UOL

LEIA MAIS