“Usamos o poder aéreo contra alvos militares conforme planejado”, disse o porta-voz adjunto do Exército tailandês, Richa Suksuwanon, aos repórteres. A Tailândia também fechou sua fronteira com o Camboja.
O Ministério da Defesa do Camboja disse que os caças lançaram duas bombas em uma estrada e que “condena veementemente a agressão militar imprudente e brutal do Reino da Tailândia contra a soberania e a integridade territorial do Camboja”.
Os confrontos ocorreram depois que a Tailândia chamou de volta seu embaixador no Camboja na noite de quarta-feira e disse que expulsaria o enviado do Camboja em Bangcoc, depois que um segundo soldado tailandês no espaço de uma semana perdeu um membro devido a uma mina terrestre que Bangcoc alegou ter sido colocada recentemente na área disputada.
O ministro da Saúde da Tailândia disse que 11 civis, incluindo uma criança, e um soldado foram mortos em um bombardeio de artilharia pelas forças cambojanas, enquanto 24 civis e sete militares ficaram feridos. Não houve nenhuma notícia imediata de vítimas no Camboja.
“O Exército tailandês condena o Camboja por usar armas para atacar civis na Tailândia. A Tailândia está pronta para proteger a soberania e nosso povo de ações desumanas”, disseram os militares do país em um comunicado.
O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, atual presidente do bloco do sudeste asiático Asean, do qual a Tailândia e o Camboja também são membros, pediu calma e disse que falaria com os líderes dos dois países para resolver pacificamente a disputa. A China também expressou preocupação com os confrontos e disse que está disposta a desempenhar um papel na promoção do distensionamento.
noticia por : UOL


