Abstenção caiu na comparação com o pleito do ano passado. A ausência de eleitores no pleito legislativo ficou em 35,67% — no ano passado, totalizou 40,16%. Votos brancos e nulos ficaram em 1,44% e 0,99%, respectivamente.
Os portugueses foram às urnas pela terceira vez desde 2023. A eleição antecipada ocorreu após o presidente Marcelo Rebelo de Sousa dissolver o parlamento em ação motivada pela perda de confiança do próprio Luís Montenegro.
Crise envolvendo Montenegro foi originada em escândalo. A renúncia do primeiro-ministro, em março, foi motivada pelas suspeitas de conflito de interesses em relação às atividades de uma empresa de consultoria registrada em nome de seus filhos.
Luís Montenegro já liderava as últimas pesquisas eleitorais. Encabeçada pelo atual premiê, a coligação AD (Aliança Democrática) dos partidos PSD e CDS aparecia nas projeções mais recentes com cerca de 34% das intenções de voto. Na sequência, apareciam o Partido Socialista (27%) e o Chega (15,2%).
Premiê se recusa a governar com o apoio da extrema-direita. Com isso, Montenegro aposta na expectativa de formar maioria com o partido Iniciativa Liberal Social, que alcançou 5,53% dos votos.
Voto antecipado e em trânsito atingiram nível recorde no pleito. De acordo com o Ministério da Administração Interna de Portugal, 333 mil eleitores se inscreveram para votar antecipadamente. O número é o maior desde a implementação da modalidade no sistema eleitoral português.
noticia por : UOL


