Cinco perguntas que a direita precisa responder para vencer em 2030

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Cinco perguntas que a direita precisa responder para vencer em 2030

Quatro anos parecem uma eternidade para quem acaba de perder uma eleição presidencial. Mas pode ser pouco tempo para todo o trabalho que a direita terá até 2030: fortalecer lideranças, mostrar resultados onde governa e conquistar eleitores ainda desconfiados de suas propostas. Esperar que Lula faça mais um governo ruim não basta — é preciso ter um plano e se organizar para voltar ao Planalto.

A força de Jair Bolsonaro, o peso dos impostos no bolso dos brasileiros e a revolta com os abusos do Supremo Tribunal Federal dão ao campo conservador bandeiras e apoio popular. O problema é ir além dos já convencidos, fazer os líderes trabalharem juntos e aprovar leis capazes de limitar os excessos do Estado.

A Gazeta do Povo apresentou cinco perguntas sobre a preparação da direita para 2030 ao cientista político Mário Sérgio Lepre, professor da PUCPR, e ao filósofo, escritor e colunista Francisco Razzo. A seguir, os dois apontam caminhos para o campo conservador crescer sem deixar de lado suas convicções.

1. Qual deve ser o papel de Bolsonaro em 2030 e como escolher o candidato à Presidência? 

Para Mário Sérgio Lepre, o sobrenome Bolsonaro continuará pesando na escolha do próximo candidato. E por uma razão simples: “O bolsonarismo tem voto”, diz o cientista político. Segundo ele, é cedo para dizer quem poderá herdar esse apoio em 2030, já que o futuro das lideranças da família está em aberto. Até lá, a direita terá de encontrar uma figura capaz de representar seus eleitores e, principalmente, evitar uma divisão entre os próprios aliados.