A ameaça aos meios de subsistência dos acadêmicos em universidades como Yale, Columbia e Johns Hopkins deu aos líderes políticos da Europa a esperança de que poderiam colher frutos intelectuais.
Uma carta, vista pela Reuters, assinada em março por 13 países europeus, incluindo França, Alemanha e Espanha, pediu à Comissão da UE que aja rapidamente para atrair talentos acadêmicos.
O Conselho Europeu de Pesquisa, órgão da UE que financia o trabalho científico, disse à Reuters que dobraria o orçamento de realocação para financiar pesquisadores que se mudam para a UE para 2 milhões de euros por candidato. Esse valor é destinado a cobrir o custo da mudança para uma instituição europeia, o que pode envolver a instalação de um laboratório.
Na Alemanha, como parte das negociações de coalizão para um novo governo, os conservadores e os social-democratas elaboraram planos para atrair até 1.000 pesquisadores, de acordo com documentos de negociação de março vistos pela Reuters, que fazem alusão à agitação no ensino superior dos EUA.
A Reuters conversou com 13 universidades e institutos de pesquisa europeus que relataram ter observado um aumento no número de funcionários baseados nos EUA que estão pensando em cruzar o Atlântico, além de meia dúzia de acadêmicos baseados nos EUA que estão pensando em se mudar para a Europa.
“A incerteza regulatória, os cortes de financiamento, as restrições à imigração e a diminuição da colaboração internacional criam uma tempestade perfeita para a fuga de cérebros”, disse Gray McDowell, da Capgemini Invent, empresa de consultoria digital dos EUA.
noticia por : UOL


