Entre as testemunhas apontadas pelos advogados da parlamentar estão o perito judicial Eduardo Tagliaferro e o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio. O objetivo é reforçar a tese de que Zambelli sofre uma perseguição política.
Tagliaferro foi assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele deixou o cargo após ser preso por violência doméstica. Série de reportagens da Folha mostrou diálogos entre Tagliaferro e o juiz Airton Vieira, que atua com auxiliar do gabinete de Moraes no STF. Mensagens mostram magistrado pedindo, via WhatsApp, a produção de relatórios sobre postagens de pessoas que estavam sob investigação no inquérito das fake news, sob a relatoria de Moraes no Supremo. O ex-assessor de Moraes disse no Senado que um relatório para justificar ação da PF foi fraudado, o que foi negado pelo gabinete de Moraes.
Processo de cassação de Zambelli foi encaminhado à CCJ em junho pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O relator é o deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR).
A deputada está presa na Itália. Ela foi detida em 29 de julho. A Justiça italiana terá de decidir se ela responderá ao processo de extradição presa, em liberdade ou em prisão domiciliar.
Ela está detida no Complexo Penitenciário de Rebibbia, em Roma, onde enfrenta um processo de extradição. Zambelli teve a prisão preventiva decretada pelo STF por motivo de fuga.
A parlamentar deixou o Brasil após ser condenada a dez anos de prisão pelo STF. A decisão na Primeira Turma do Supremo foi por unanimidade (5 votos a 0), pelo caso da invasão hacker ao CNJ.
noticia por : UOL




