Nessa fase, elas ajudam o paciente e os familiares a lidarem com o medo, a dor, o luto antecipado e ajudam a construir uma morte mais humanizada.
Também discutem com os pacientes assuntos que, normalmente, a família tem dificuldade em abordar como: se o paciente gostaria de fazer as pazes com alguém antes de partir, se tem algum desejo em específico e até mesmo se ele prefere ser cremado ou enterrado.
Na segunda fase, que é a da morte propriamente dita, ela está relacionada ao processo ativo de morte, que é uma etapa irreversível do fim de vida, marcada por mudanças nas dimensões físicas, psíquicas, sociais e espirituais do paciente. As doulas podem, inclusive, acompanhar os momentos finais do paciente, até mesmo estar lá segurando a mão da pessoa nos minutos finais da vida.
E, por último, na fase pós-morte, que é a etapa do preparo do corpo daquele que se foi. No Brasil, a doula de fim de vida pode higienizar o corpo, caso a família deseje e autorize. Ela também pode ajudar a família a escolher a roupa que o ente querido escolheu utilizar; auxilia os familiares a organizar velório e o sepultamento e também apoia os familiares em todo o processo de luto.
“É saber que você não estará sozinho na hora de sua morte, que você terá uma pessoa que te conhece, te respeita, te apoia e vai te defender quando você não for mais capaz de decidir sobre sua vida e sua morte. É saber que você poderá ter uma morte digna, respeitosa e pacífica. Para isso, a doula e seus serviços precisam ser apresentados aos familiares e à sociedade, para que tenham a sua prática reconhecida e respeitada genuína e legitimamente”, diz Glenda Agra, enfermeira com especialização em cuidados paliativos e doula do fim da vida.
A atuação das doulas pode ser no ambiente doméstico, hospitalar ou até mesmo em casas de repouso ou instituição de longa permanência, dependendo da situação.
noticia por : UOL


