A vizinha Uganda também confirmou novos casos e mortes pelo vírus. O território ugandense registrou 19 pessoas infectadas e dois óbitos na fronteira com o Congo, o que acendeu o alerta internacional.
Os cientistas alertam para o risco de uma nova catástrofe humanitária no continente. “É urgente tomar medidas para conter a propagação deste surto e evitar que ele atinja uma magnitude equivalente, ou até superior”, diz Jason Asher, diretor do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças).
Modelos matemáticos indicam que o contágio pode sair do controle rapidamente. Asher afirma que, sem ações de saúde eficientes para conter o avanço, o surto atual pode repetir o desastre do passado.
Ameaça da cepa rara e histórico do vírus
O surto atual é provocado pela variante Bundibugyo, uma cepa muito rara do ebola. Cientistas alertam que não há nenhuma vacina ou tratamento aprovado para combater especificamente esse tipo de vírus.
O vírus se espalhava de forma silenciosa antes de ser descoberto pelas autoridades. A transmissão do ebola ocorre por meio do contato próximo e pela troca de fluidos corporais de pessoas infectadas.
noticia por : UOL




