Lutador fazia bico de motorista no dia 19 de janeiro e teria estuprado Renata, que era sua passageira. O homem aceitou a corrida da mulher na saída de uma festa, mas desviou o caminho e aplicou um golpe nela conhecido como ”mata-leão” – quando a vítima tem o pescoço apertado, provocando falta de ar e desmaio. Ela contou que, quando retornou à consciência, estava sendo estuprada, e o acusado dizia que iria matá-la.
Fui sequestrada, violentada, estrangulada até quase a morte no matagal. Eu não tive chance nenhuma de defesa. Me lembro de cada segundo do ar faltando. Foi Deus que enviou três policiais que já estavam indo embora no final do turno e que me salvaram e prenderam um homem flagrante. Renata Coan Cudh
O Ministério Público do Ceará afirmou ao UOL hoje que irá pedir a prisão preventiva de Edilson. Como o processo corre em segredo de justiça, a reportagem não conseguiu o nome do advogado que defende o acusado. Em caso de manifestação, este texto será atualizado.
Como denunciar violência sexual
Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.
Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
noticia por : UOL




