Administradora formada nos Estados Unidos, mãe de duas filhas e divorciada, forjou por duas décadas uma dinastia em nome de seu pai, o ex-presidente autocrata Alberto Fujimori (1990-2000), já morto.
Ela “não tem outra alternativa” que não vencer em sua quarta candidatura consecutiva desde 2011, diz à AFP o cientista político Carlos Meléndez, que pesquisa o fujimorismo.
A candidata, de 50 anos, se apresenta como a opção certa para derrotar as quadrilhas que praticam extorsão e os sicários, ao apelar à memória do pai, uma figura que divide o país.
Embora tenha sido condenado por violações aos direitos humanos e corrupção, Alberto Fujimori é considerado o artífice da derrota do grupo maoísta Sendero Luminoso, a guerrilha mais sangrenta das Américas, cujos métodos foram comparados aos do Khmer Vermelho, no Camboja.
“Nosso país precisa de ordem. E isso já conseguimos” nos anos 1990, disse Keiko Fujimori, durante um recente debate televisionado.
Ela liderou com preferência de 15% a última pesquisa de intenções de voto Ipsos, autorizada antes da restrição que vigora na semana anterior ao pleito.
noticia por : UOL




