Essa nova corte poderá condenar os acusados à morte, sentença que não é aplicada em Israel desde a execução do criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann, em 1962.
A legislação se distingue da lei sobre “pena de morte para terroristas”, aprovada em março, que não é retroativa e corre o risco de ser invalidada pela Suprema Corte israelense.
A lei foi aprovada por 93 votos, sem abstenções, um número que ultrapassa a base governista e indica apoio mais amplo do que o habitual em temas sensíveis. Parlamentares como Simcha Rothman e Itamar Ben-Gvir, figuras centrais da ala ultranacionalista, defenderam a medida como um instrumento para garantir justiça às vítimas do ataque.
Rothman, coautor do projeto e integrante de um partido de extrema direita da coalizão governista, classificou o texto como “um marco histórico destinado a fazer justiça e julgar os terroristas responsáveis pelo pior massacre da história do país”.
Sari Bashi, diretora do Comitê Público contra a Tortura em Israel, denunciou uma deriva rumo a uma “justiça-espetáculo” que pode resultar em “vingança sob a forma de execuções em massa baseadas em confissões obtidas sob tortura”.
Nova lei polêmica autorizou criação de tribunal especial
A lei que permitiu a criação do tribunal militar especial em Israel surgiu como resposta direta às pressões políticas internas após os ataques de 7 de outubro de 2023. Desde então, partidos da extrema direita da coalizão de Benyamin Netanyahu vinham defendendo mecanismos jurídicos mais duros para julgar palestinos acusados de envolvimento no ataque.
noticia por : UOL




