Rair foi socorrido ao Hospital Municipal de Parambu e transferido da unidade devido à gravidade. Depois de realizar a tomografia que identificou o traumatismo, ele foi levado para a capital, mas a capital não tinha vaga para ele. Por isso, foi encaminhado ao Hospital Regional do Sertão Central, de Quixeramobim, – em um trajeto de quase 3h entre as duas cidades.
Família cita negligência médica
Em Quixeramobim, o atleta ficou internado durante duas horas, mas recebeu alta em seguida. Ao UOL, a esposa dele, Eva Massena Gomes, contou que os médicos alegaram que Rair era ”jovem” e poderia aguardar em casa para passar por cirurgia no dia 4 de junho. ”O hospital não disponibilizou nenhuma ambulância e nos deslocamos de Parambu até o hospital de Quixeramobim para buscá-lo”, contou.
Durante o trajeto, em Tauá, o jovem começou a passar mal, sentindo febre e vômito. Ele foi levado para um hospital do município, onde teve convulsões, vomitou sangue e sentiu dores intensas de cabeça. Segundo Eva, o médico explicou que as dores eram apenas devido ao ”nariz quebrado e fraturas no rosto”.
Com a piora do quadro, o jovem voltou para o hospital de Quixeramobim. ”O SAMU levou ele, mas ele passou muito mal no caminho, teve uma parada cardiorrespiratória, ficou inconsciente e ao chegar no hospital foi entubado. Duas horas depois, teve uma parada cardíaca e ficou internado. Daí, foi surgindo infecção pulmonar e, no dia 29 de maio, o neurologista o diagnosticou com morte cerebral”, relatou a companheira.
Familiares decidiram desligar os aparelhos que o mantinham ontem depois da morte cerebral. Eva conta que os médicos teriam insistido pelo desligamento e incentivado a doação de órgãos do jovem. ”Ontem, entramos em acordo e os aparelhos foram desligados. Estamos sofrendo pela perda do meu esposo, e revoltados com toda a negligência médica que levou o meu marido a essa situação”, afirmou a mulher.
noticia por : UOL

