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Cuiaba - MT / 17 de outubro de 2026 - 4:12

Netanyahu nega genocídio e diz a prefeito de NY: 'Não vai me silenciar'

Delegados deixam o plenário da Assembleia Geral enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chega para discursar na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas
Delegados deixam o plenário da Assembleia Geral enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chega para discursar na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas Imagem: Brendan McDermid/REUTERS

Netanyahu afirmou que, na avaliação dele, o conflito envolvendo Israel não é uma disputa apenas por territórios. Mas sim pela própria existência do país como um Estado judeu. O premiê citou a Guerra dos Seis Dias, em 1967, para sustentar o argumento. O primeiro-ministro relembrou que, naquele período, Israel ainda não controlava a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e as Colinas de Golã e, mesmo assim, enfrentava ameaças de países árabes. “Não se trata de territórios. É sobre a existência de um Estado judeu em quaisquer fronteiras”, afirmou.

Ele relembrou os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que classificou como o “dia mais sombrio” do país. O primeiro-ministro afirmou que o episódio representou o pior ataque contra judeus desde o Holocausto e citou os cerca de 1.200 mortos. O premiê afirmou que, após os ataques, Israel reagiu e passou a combater o que chamou de uma guerra em “sete frentes”. Ele citou Hamas, Hezbollah, Houthis, Irã, milícias no Iraque e na Síria e grupos palestinos na Cisjordânia.

Israel nega genocídio em Gaza

O primeiro-ministro também voltou a defender a atuação das Forças Armadas israelenses na Faixa de Gaza. Netanyahu acusou o Hamas de usar civis como escudos humanos e hospitais, escolas e mesquitas como estruturas para suas operações. Enquanto o Hamas teria tentado manter civis em áreas de combate, Israel teria buscado retirá-los desses locais, disse.

As acusações de genocídio contra Israel na Faixa de Gaza foram classificadas como “a maior mentira do século”. Para rejeitar a acusação, o premiê citou medidas que, segundo ele, foram adotadas pelas Forças Armadas israelenses para reduzir as mortes de civis.

noticia por : UOL

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