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Cuiaba - MT / 16 de outubro de 2026 - 22:51

Os médicos que não querem ter redes sociais

“Eu não conseguiria fazer vídeos todos os dias, responder 400 perguntas no Instagram, atender e tal. Eu não tenho tempo para isso. E eu acho estranho terceirizar esse tipo de serviço, porque a pessoa que entra em contato com o médico quer falar comigo, não com um terceiro que vai responder. Isso é um negócio curioso.”

Alves avalia que perde pacientes por não ter redes sociais, mas pontua que há outras formas de ser descoberto. “Dias desses, uma paciente disse que me encontrou porque foi pesquisar o meu nome para ver a minha formação, o que eu já tinha feito e quem eu era, por isso me escolheu. Isso também é uma forma importante para um paciente.”

As redes para médicos iniciantes

Não são apenas os médicos que atuam na área da estética que estão em massa nas redes. Nas plataformas há também inúmeros profissionais como psiquiatras, ortopedistas, nutrólogos, endocrinologistas, ortopedistas, entre outros. “Há profissionais de todas as especialidades. É uma questão de demanda e oferta. Como isso tem crescido cada vez mais, muitos sentem essa necessidade de também fazer a publicização do trabalho”, afirma Fogaça.

Os médicos mais novos estão entre aqueles que mais sentem necessidade de abrir um perfil nas redes, dizem os especialistas. Além da questão geracional – os mais jovens costumam ter maior familiaridade com o tema –, isso ocorre porque esses profissionais precisam ser descobertos por possíveis pacientes, além de fortalecer a própria marca, principalmente os que atendem em clínicas particulares.

Mas nem todo jovem médico está nas redes. Emilio Abelama Neto, de 31 anos, não cogitou ter um perfil no Instagram ou no TikTok quando concluiu a residência médica em psiquiatria, no início de 2023. “Não tenho nenhuma rede profissional, só um Instagram pessoal, mas nem tenho o aplicativo no meu celular, acho que nunca postei nada.”

noticia por : UOL

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