A Motiva (ex-CCR Aeroportos) enfrenta dificuldades na busca por interessados na compra de seus 17 aeroportos que, até o momento, só serão vendidos em um único bloco.
A operação mira a redução do endividamento do grupo, que, assim, poderá reduzir sua alavancagem (relação entre sua dívida e o lucro, por exemplo) de cerca de quatro vezes seu Ebitda (lucro antes de juros, tributos, amortizações e depreciações) para cerca de 2,5 vezes.
Assessores financeiros afirmam que esse modelo se mostrou inviável em uma primeira rodada de conversas e a companhia deve pensar em fatiar ou formar blocos menores. A expectativa com a venda em um único bloco era levantar cerca de R$ 10 bilhões, segundo relatos.
Atualmente, diversos grupos estrangeiros que já operam aeroportos têm interesse, mas o negócio só faz sentido se os “ativos” forem complementares.
A Vinci Airports e a espanhola Aena querem ampliar sua atuação no país, mas não pretendem adquirir todos os 17 aeroportos. A alemã Fraport e a suíça Zurich Airport também demonstraram interesse. Há grupos de fundos estrangeiros de investimento na disputa.
A expectativa da Motiva é deslanchar com esse negócio no segundo semestre, enquanto resolve a repactuação de sua concessionária rodoviária MSVia. Contudo, o apetite do mercado obriga a companhia a considerar o reagrupamento ou, no limite, até mesmo a venda individualizada dos aeroportos.
Consultada, a Motiva não respondeu até a publicação desta reportagem.
Painel S.A.
Receba no seu email uma newsletter exclusiva da coluna
Com Stéfanie Rigamonti
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
noticia por : UOL



