O Congresso peruano volta a ter duas Casas, o que pode mudar a dinâmica de crises políticas. A volta do Senado, prevista para julho, reforça o peso do Legislativo e divide especialistas sobre se o modelo trará mais estabilidade ou ampliará o poder de bloqueio.
O partido de Keiko, Força Popular, aparece como a principal bancada nas duas Casas após o primeiro turno. A sigla elegeu 41 de 130 cadeiras na Câmara e 22 de 60 no Senado, enquanto o Juntos pelo Peru, de Sánchez, ficou com 32 de 130 e 14 de 60.
Sánchez diz que quer limitar o uso da “incapacidade moral permanente” para derrubar presidentes. “Temos que recuperar o equilíbrio de poderes, a separação dos poderes, regular a vacância por incapacidade moral permanente no cargo do presidente”, afirmou.
Analistas acreditam que um resultado apertado pode aprofundar a instabilidade. “Ainda existe um forte antifujimorismo, embora menor; e Sánchez, pouco conhecido, é uma incógnita. Quem vencer vai deslegitimar o resultado se for apertado. Isso traz mais instabilidade”, avalia o analista David Sulmont à agência de notícias AFP.
Julgamento e aceno aos EUA
A Justiça decidiu enviar Sánchez a julgamento por suposta declaração falsa de financiamento partidário. A acusação cita inconsistências nos informes financeiros do partido Juntos pelo Peru entre 2018 e 2020 e menciona mais de US$ 57 mil em aportes não declarados ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais.
noticia por : UOL
