Uma vitória de Flávio, porém, pode ser um obstáculo no caminho de uma candidatura presidencial do governador, pois o senador estaria habilitado a disputar a reeleição. Ao longo da campanha, o filho de Bolsonaro acenou ao governador que proporá o fim da reeleição, abrindo espaço para Tarcísio disputar o Planalto se assim desejar.
Do outro lado, Haddad, apontado como um dos nomes para suceder Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sofreu a quarta derrota eleitoral seguida – a última vez que ele sagrou-se vitorioso foi quando disputou a Prefeitura de São Paulo, em 2012.
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A segunda vitória de Tarcísio foi mais tranquila do que a primeira. Ele liderou as pesquisas eleitorais de ponta a ponta e a vitória veio sem maiores dificuldades – há quatro anos, ele só ultrapassou o petista quando as urnas foram abertas e, mesmo assim, foi preciso o segundo turno para consolidar a vantagem.
Além disso, em 2022, menos de uma dezena de prefeitos apoiou o então ex-ministro da Infraestrutura recém-chegado de Brasília. Com a máquina nas mãos e mais conhecido do meio político paulista, Tarcísio recebeu o apoio de mais de 600 mandatários municipais – o principal deles, o da capital, Ricardo Nunes (MDB), que teve participação ativa na campanha do aliado, retribuindo o gesto do governador no pleito municipal de dois anos atrás.
O mote da campanha de Tarcísio foi a continuidade. O governador defendeu que colocou São Paulo no rumo certo, mas pediu mais quatro anos para concluir as obras iniciadas e ampliar programas lançados. Ele foi apresentado como um gestor eficiente e com sensibilidade social, capaz de fazer entregas e levar prosperidade para a vida dos paulistas.
noticia por : UOL




