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Cuiaba - MT / 7 de março de 2026 - 5:51

Israel bombardeia áreas nucleares do Irã; Khamenei rebate ameaças de Trump

Israel também fez novos ataques ao Irã. Segundo o exército, foram atingidas “dezenas de infraestruturas de armazenamento e lançamento de mísseis terra-terra”, assim como lançadores de mísseis terra-ar e depósitos de drones no oeste do Irã.

Estados Unidos mobilizaram caças e porta-aviões para o Oriente Médio. O envio do material bélico aconteceu no dia em que Donald Trump pediu a rendição incondicional de Khamenei e afirmou que sabia o paradeiro dele.

Conflito deve escalar, mas 3ª Guerra Mundial é improvável

Cientistas políticos analisam que a possibilidade dos ataques resultarem em uma 3º Guerra Mundial ainda é remota. Não se pode subestimar a força militar do Irã, mas Israel tem vantagens, dizem analistas. Segundo Fernando Brancoli, professor de Segurança Internacional e Geopolítica da UFRJ, evidências mostram que o Irã “já sofreu com limitações na eficácia de retaliações anteriores”, como em abril e outubro de 2024, quando usou drones e mísseis que foram interceptados pela Defesa israelense.

Acredito que falar em 3ª Guerra agora é muito precipitado. Devemos ter uma escalada maior do conflito que pode, sim, levar a uma guerra entre Israel e Irã. Mas não acredito que uma guerra mundial, agora, é algo que os Estados Unidos ou outras potências, como a Rússia, querem agora, apesar de toda retórica bélica dos países. E sabemos que, para haver uma guerra mundial, é preciso envolver as grandes potências mundiais, não apenas as locais. Karina Stange Calandrin, pesquisadora e professora de relações internacionais do Ibmec

Os riscos globais aumentaram, mas as chances de uma guerra mundial ainda são bastante remotas. O que vemos é uma escalada regional que pode engatilhar conflitos em áreas críticas, como Golfo e Oriente Médio, e até uma interferência naval ou atentados terroristas internacionais. Já se fala em risco de ampliações regionais, porém, nenhuma das grandes potências (China, Rússia, OTAN) declarou intenções de confronto direto. Fernando Brancoli, professor de Segurança Internacional e Geopolítica da UFRJ

noticia por : UOL

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