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Cuiaba - MT / 6 de março de 2026 - 5:35

Pai, marido e profissional da saúde na linha de frente da Covid-19: veja quem era o brasileiro morto na guerra da Ucrânia


Morador de Valadares morre na guerra da Ucrânia
Natural de Barra do São Francisco, no Espírito Santo, Bruno de Paula Carvalho Fernandes, de 29 anos, morto na guerra da Ucrânia, vivia há quatro anos em Governador Valadares, Minas Gerais, com sua companheira, Cecília Fernandes, e seus dois filhos. Antes de tomar a decisão de partir para a guerra na Ucrânia, sua vida era marcada pela dedicação à família e à profissão de técnico de enfermagem.
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Carreira na Saúde
Bruno construiu sua carreira na área da saúde em hospitais de Minas Gerais. Foi durante seu trabalho em um hospital em Mantena que conheceu Cecília. Em Mantena, ele se destacou como um dos profissionais na linha de frente contra a Covid-19. Durante o período mais crítico da pandemia, sua rotina incluía de cinco a oito transferências diárias de pacientes. Mesmo em seus dias de folga, ele reforçava o atendimento em ambulâncias do Samu.
Em 2022, foi contratado para um cargo de técnico no Hospital Regional de Governador Valadares, onde permaneceu até maio, quando decidiu se alistar no exército ucraniano.
Pai e Marido
Pai, marido e profissional da saúde na linha de frente da Covid-19: veja quem era o brasileiro morto na guerra da Ucrânia
Redes sociais
A vida familiar era um pilar para Bruno. Ele era pai de um menino biológico de 5 anos e de uma menina de 6, a quem criou como filha desde a gestação de Cecília. O casal se conheceu quando Cecília, grávida da primeira filha, foi a um hospital para um exame de sangue e foi atendida por ele.
“A gente começou a namorar quando eu ainda estava grávida. Desde então ele esteve presente em tudo”, afirmou Cecília.
A menina o chamava de pai, e o casal pensava em formalizar um processo para formalizar a adoção. Um amigo que também está na Ucrânia relembrou que Bruno falava muito da família: “dos momentos bons de vocês e ele era um homem incrível, incrível, pra ele não tinha tempo ruim, ele sempre tava feliz”.
Apesar de sempre demonstrar interesse por conflitos e guerras, a família nunca acreditou que ele de fato tomaria a decisão de ir para a Ucrânia. Bruno manteve o plano em sigilo de muitos familiares. Sua esposa soube da viagem apenas um dia antes do embarque. A família se recusou a ajudá-lo financeiramente, na esperança de que ele desistisse, mas ele conseguiu bancar a viagem sozinho com apoio obtido nas redes sociais.
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A promessa era retornar em três meses.
“Vou fazer um bom dinheiro. Aí eu volto e você administra, vou fazer a festa das crianças de aniversário, vai dar tudo certo e eu tô indo”, disse ele a Cecília antes de partir.
Bruno completou 29 anos no dia 30 de junho, já em solo ucraniano.
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Fonte: G1

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