Aquecimento global ameaça geleiras e áreas congeladas do planeta, segundo relatórios da ONU

O nível do mar poderia subir até 5 cm por ano até 2150, contra cerca de 0,45 cm atualmente. O derretimento do permafrost também poderia liberar, todos os anos, uma quantidade de CO? equivalente às emissões atuais dos Estados Unidos, segundo maior emissor do mundo.
Esse cenário extremo, no entanto, não é considerado improvável. De acordo com um relatório recente da ONU, mesmo que os países cumpram seus atuais compromissos climáticos, o planeta caminha para um aquecimento de cerca de 2,6°C até 2100.
“Uma ultrapassagem temporária de 1,5°C não significa que os objetivos do Acordo de Paris tenham perdido importância. Pelo contrário, isso os torna ainda mais urgentes”, afirma Kirkham.
Segundo ele, medidas políticas imediatas e ambiciosas, especialmente para reduzir o uso de combustíveis fósseis, ainda podem diminuir significativamente os danos à criosfera e suas consequências para as populações e o planeta.
“As decisões tomadas nos próximos anos determinarão a dimensão dos danos”, afirma Gunjan Silwal, pesquisador nepalês especializado em geleiras. Para ele, “a tragédia no Nepal é apenas um aviso do que pode acontecer”.
Em agosto, o desabamento de uma geleira e de parte de uma montanha no norte do Nepal, atribuído por cientistas ao aquecimento global, provocou mais de 1.500 mortes e deixou 5.000 pessoas desaparecidas.
noticia por : UOL


