Partido alemão AfD repensa suas raízes antieuro à medida que direita europeia ganha força

Membros mais jovens, como Jean-Pascal Hohm, de 29 anos, líder da Geração Alemanha, a ala juvenil do partido, argumentam que posições radicais em relação à Europa poderiam complicar o caminho mais realista da AfD para o poder federal: uma eventual cooperação com os democratas-cristãos conservadores (CDU) do chanceler Friedrich Merz, que atualmente descartam qualquer aliança.
No mês passado, a colíder da AfD, Alice Weidel, apresentou um documento estratégico no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre um “New Deal para a Europa”, ao lado de aliados do grupo “Europa das Nações Soberanas” (ESN).
O documento tira a ênfase da saída da zona do euro e da UE, concentrando-se, em vez disso, na renegociação de tratados para estabelecer uma união mais flexível.
Propõe um mecanismo de “opt-out” para membros que rejeitem políticas comuns sobre gastos com defesa ou imigração, por exemplo, bem como uma aplicação mais rigorosa das regras orçamentárias — deixando em aberto a possibilidade de manter o euro.
Caso os esforços de reforma fracassem, o documento sugere que a questão do futuro rumo europeu da Alemanha seria decidida por referendo.
AFD ESPERA POR UMA “EUROPA DAS PÁTRIAS”
noticia por : UOL


